Piauí é o terceiro estado que mais investe no Brasil

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O Piauí usa 10% da sua receita corrente líquida (RCL) para investimentos

Dados disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional mostram que o Piauí está sendo exemplo de gestão fiscal para outros estados do Brasil. Mesmo tendo dificuldades financeiras decorrentes dos altos gastos com a folha de pagamento de servidores, especialmente com inativos e pensionistas, além da queda de repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o Estado do Piauí é o terceiro que mais investe no Brasil, possui uma folha de pagamento dentro da LRF e é um dos que menos gasta com pagamento de dívida.

Entre as 27 unidades da Federação, o Piauí usa 10% da sua receita corrente líquida (RCL) para investimentos, já que o restante é usado na folha de pagamento (58%), custeio da máquina (26%) e pagamento da dívida (5%). As despesas com a folha incluem servidores ativos, inativos e pensionistas do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público. A posição do Piauí fica atrás apenas do Ceará, com 12% da RCL para investimento, e do Maranhão, com 11%. Há estados que investem apenas 2% da RCL.

No quesito despesa com pessoa (folha de pagamento), o Piauí ocupa, junto com a Paraíba e São Paulo, a quinta menor despesa com pessoal (58% da RCL), sendo que o estado do Rio Grande do Sul apresentar a pior situação, com 78%. No custeio, que inclui gastos com gasolina, material de expediente, uniformes, fardamento, tarifas de energia elétrica, gás, água e esgoto, entre outros, o Piauí ocupa o 8º lugar, empatado com Goiás, Santa Catarina e Pará, que apresentam índice de 26%. Há estados com índices que chegam a 37%, como o Rio de Janeiro; 35%, como o Distrito Federal e Roraima, e 33%, como Minas Gerais.

Em 2016, o Piauí já era apontado como um dos que mais investem por um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado em março de 2017. Intitulado “A situação fiscal dos estados brasileiros”, o levantamento lembrava que estados mais ricos, como como Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, investiram bem menos: 5,4%, 5% e 1,8% respectivamente. A média nacional em 2016 foi de 5,3%. Atualmente, o Piauí continua investindo mais que os demais estados, proporcionalmente.

A boa gestão fiscal do Piauí também torna o estado mais atraente para indústrias. Relatório elaborado pela Tendências Consultoria e pelo Centro de Liderança Pública (CLP), divulgado em setembro de 2017, coloca o Piauí como o 23º Estado mais atrativo do país no olhar dos empresários. O Piauí, que há quatro anos estava na lanterna, hoje ultrapassa Sergipe, Amapá, Maranhão e Alagoas.

No ranking divulgado em 2016 passado, o Estado ocupava o 24º lugar. Agora subiu mais uma posição, ultrapassando o Maranhão. Na nota geral, o Piauí somou 33,3 pontos, enquanto a média nacional é de 47,9 pontos. O estudo leva em consideração 10 pilares.

Fonte: AZ

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