Prefeitura de Niterói – RJ nega Mal da Vaca Louca

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Primeiro caso com suspeita da doença foi atendido no Complexo Hospitalar de Niterói, no Centro, ano passado.

Primeiro caso com suspeita da doença foi atendido no Complexo Hospitalar de Niterói, no Centro, ano passado. Foto: Arquivo / Extra

Um assunto voltou a circular nas redes socias assustando muitos internautas: a volta da doença Creutzfeldt-Jakob. O tema surgiu após quatro pessoas serem atendidas em três hospitais particulares de Niterói, entre o fim de 2016 e o início de janeiro deste ano. No entando, segundo a prefeitura de Niterói, não há, até o momento, evidências da relação desses casos suspeitos com o consumo de carne bovina, portanto não se deve utilizar o termo “Mal da Vaca Louca”.

A Coordenação de Vigilância em Saúde do município de Niterói foi notificada sobre as suspeitas na rede privada, três deles em 2016 e uma em 2017. Um dos casos já foi descartado e não houve notificação de óbito. Todos são investigados e monitorados.

A Fundação Municipal de Saúde convocou uma equipe, composta por médico neurologista, pela Coordenação de Vigilância em Saúde e pelo Departamento de Vigilância Sanitária, que está mobilizada no acompanhamento e investigação dos casos. Técnicos estão entrevistando os pacientes e seus familiares para rastrearem possíveis causas para a doença. O município também comunicou a Secretaria de Estado de Saúde, que está trabalhando em conjunto com a Fundação Municipal de Saúde na investigação. Estão sendo seguidos todos os protocolos do Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde explica a doença

De acordo com o site do Ministério da Saúde, a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma Encefalopatia Espongiforme Transmissível que acomete os humanos, sua incidência é estável e descrita com sendo de 1 a 2 casos novos a cada 1.000.000 de habitantes e é discretamente mais prevalente em mulheres. Tem caráter neurodegenerativo não existindo tratamento e sendo fatal em todos os casos. É causada por uma partícula proteinácea infectante denominada de “Prion’’. Assim como outras encefalopatias espongiformes transmissíveis, é caracterizada por uma alteração espongiforme visualizada ao exame microscópico do cérebro. Regularmente é diagnosticada no país, ocorrendo normalmente em pessoas com idade entre 60 e 80 anos, com uma idade média de morte de 67 anos. A partir dos primeiros sintomas da doença, o tempo de vida médio paciente é de um ano. O paciente típico com DCJ desenvolve uma demência progressiva rapidamente associada com sinais neurológicos multifocais, ataxia e mioclonias ficando muda e imóvel na fase terminal.

A forma exata de aquisição da DCJ ainda é desconhecida, podendo ocorrer por quatro mecanismos de transmissão conhecidos:

– Esporádica: Não existe nenhuma relação de transmissibilidade, nem evidência da doença na história familiar do paciente. Essa forma é responsável por aproximadamente 85% dos casos de DCJ.

– Hereditária: Decorrente de uma mutação no gene que codifica a produção da proteína priônica, que tem 50%de probabilidade de ser transmitida aos descendentes.

– Iatrogênica: Surge como consequência de procedimentos cirúrgicos (transplantes de dura-máter e córnea) ou através do uso de instrumentos neuro-cirúrgicos ou eletrodos intracerebrais contaminados.

– Variante da DCJ: A outra forma da doença está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (Doença da “vaca louca”) e é conhecida como variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ). Os primeiros casos surgiram em 1996 no Reino Unido e diferentemente da forma tradicional (DCJ), ela acomete predominantemente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos. O primeiro caso mundial de possível transmissão sanguínea da nova variante da vDCJ foi divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde da Grã-Bretanha.

Fonte: Extra

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