Raad Massouh Denunciou Extorsão, Mas Foi Ignorado, Humilhado E Cassado… Confira Aqui Novos Fatos E A Transcrição Dos Áudios Entregues À Polícia Pelo Ex-Distrital

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Em 2013, em pleno governo petista de Agnelo Queiroz, alguns deputados distritais quiseram – e conseguiram – cassar o mandato do empresário e então deputado Raad Massouh. Ele estava em seu segundo mandato e em ascensão na política, tendo obtido quase 18 mil votos em 2010. Seus principais adversários políticos eram: Dr Michel, Raimundo Ribeiro e Paulo Tadeu.

Ele teve a casa e o hotel fazenda vasculhados pela polícia que nada de espetacular ou criminoso encontrou. Em sua oitiva, até um delegado foi chamado para depor contra… Nenhum assessor acusou Raad de práticas ilícitas. A defesa do parlamentar apresentou provas rebatendo todas as acusações mas mesmo assim a Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiu em 30 de outubro de 2013, em votação secreta, por 18 votos a favor e 3 contra, cassar o mandato do deputado distrital Raad Massouh (PPL), investigado por suposto desvio de verba parlamentar. Houve duas abstenções.

Horas antes da leitura da indicação da cassação do deputado Raad Massouh (PPL) na Câmara Legislativa, o distrital procurou a Departamento de Polícia Especializada para registrar ocorrência de extorsão de R$ 2,7 milhões. O deputado alegou ter recebido a proposta de pagar o montante a três deputados para que eles votassem contrários a sua cassação. Ele entregou à Polícia Civil, áudios que comprovariam a denúncia. Também entregou ao Ministério Público.

Raad Massouh contou ter sido procurado no dia 8 de agosto de 2013 por um pastor evangélico de uma igreja de Sobradinho II, chamado Eliseu, que se apresentou como ‘ponte’ de três deputados. Teve início então as negociações para que o parlamentar não tivesse o mandato cassado por quebra de decoro. Raad teria se encontrado com o pastor quatro vezes. Prevendo ser uma armadilha plantada por adversários, ele gravou todos os diálogos. Em um dos encontros, o pastor estava acompanhado de uma testemunha, Idalberto, que, procurado pelo Blog, afirmou que o ex-deputado Raad é inocente nesse episódio, e que nunca se dispôs pagar nenhuma propina para tentar se livrar da cassação.

O deputado se negou a dizer quais eram os distritais que cobraram R$ 2,7 milhões pelo voto. No entanto, ele disse que seria possível identificá-los nos áudios. Coincidentemente, Raad resolveu protocolar ocorrência policial pouco antes da indicação da cassação porque “o Ministério Público investigava em sigilo”, contou. Ele alegou não ter citado a extorsão na semana anterior – quando se defendeu no plenário da Casa – para não atrapalhar as investigações.

No Departamento de Polícia Especializada (DPE), o deputado conversou com o então Diretor-Geral Jorge Xavier e foi ouvido pelo delegado Luís Alexandre Gratão. Ambos deveriam procurar o Ministério Público antes de abrir uma investigação formal para saber quais procedimentos foram adotados no caso.

O ex-distrital foi cassado mas estranhamente a denúncia de Raad Massouh está estacionada na PCDF desde que virou inquérito. O IP 060/13 está parado por motivos desconhecidos.

O Blog revela aqui, alguns trechos dos áudios entregues por Raad à Polícia Civil e ao MP. Também ouviu o deputado distrital Joe Vale (PDT), atualmente presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que afirmou que, enquanto relator do caso que cassou o mandato de Raad, fundamentou seu parecer em cima de duas ‘questões’ básicas: o depoimento do ‘carroceiro’ e a esposa do pastor, que trabalhava no gabinete de Raad.

Mas o Blog apurou que o ‘carroceiro’ em questão já atuava na Administração de Sobradinho, havia algum tempo. Ele havia sido colocado no cargo de gerente de Agricultura pelo então deputado Raimundo Ribeiro. O nome do suposto ‘carroceiro’, é Jorge Soares Rocha, e apesar de não ter muito estudo, sempre foi dono do Rancho São Jorge, em Sobradinho. Raad apenas o manteve no cargo. Jorge nega que Raad tenha lhe solicitado que assinasse algum documento (Veja o vídeo abaixo em que aparece Jorge):

Quanto à esposa do pastor Eliseu, ela nunca trabalhou no gabinete de Raad, segundo informações da CLDF. Ela trabalhou no DFTrans no período em que Campanella era Diretor-Geral, que atendeu solicitação de um movimento da igreja católica local.

Este Blog apurou que Raad Massouh já teve quatro inquéritos arquivados por falta de provas. Só resta um. Caso seja inocentado neste último, ele ingressará na justiça contra a CLDF e recorrerá ao TSE para ter seus direitos políticos restituídos.

Raad chegou a entregar uma pasta a cada um dos 23 parlamentares, contestando todas as acusações, mas não adiantou. Pelo que foi apurado até aqui pelo Blog, a cassação se deu mesmo por dois motivos ‘estranhos’ e totalmente de cunho político.

Afinal de contas, não quiseram aguardar a apuração da denúncia de extorsão, nem tão pouco deram uma boa lida nas contestações apresentadas por Raad.

Confira alguns trechos dos áudios e a transcrição da tentativa de extorsão feita à Raad.
ÁUDIO 1

Raad: E aí Pastor!

Pastor: Minha voz está desgastando

Raad: Hã?

Pastor: Minha voz está desgastando

Raad: Mas vai desgastando mesmo a gente não descansa né? Eu sou muito estressado com essas coisas véi! Eu acho que é que nem você falou naquela hora, eu fico tremendo eu fico desesperado

Pastor: Eu estou até agora.

Raad: Eu fico. Eu fico desesperado porque eu não faço.

Pastor: Para mim também é um negócio novo. Eu sempre ouvi remotamente falar disso, ouvi comentando algumas coisas

Raad: Mas nunca acredita que alguém vai fazer uma maldade dessas.

Pastor: Ele estava me falando, esses dias para trás do Arruda, daquela primeira vez que deu problema lá no painel. Ele disse que teve um jornalista, que pegou e fez a matéria e procurou ele. Idalberto procurou o Arruda. O cara queria R$50 mil na época, o jornalista queria R$50 mil na época e ele não quis dar. Aí o cara saiu por causa de uma sacanagem dessas.

Raad: Por causa de besteira né? É essas coisas que deixa a gente assim preocupado, eu fico assim muito tranquilo pastor, por que, você é testemunha que eu não procurei.

Pastor: Aham.

Raad: Vocês que me procuraram para fazer essa proposta. Por que eu fico até com medo porque é o seguinte, hoje os caras com tanta maldade, se não fosse você eu jamais estaria com essa conversa, os caras podem estar fazendo isso para dizer que eu estou querendo comprar testemunha para sacanear, igualzinho sacanearam com o Arruda.

Pastor: Mas aqui nesse caso, Raad, é tranquilo. Primeiro que não me envolve, porque não é essa área da mídia.

Raad: Não é a intenção…

Pastor: Você viu pelas declarações, as coisas lá. O negócio deles é colocar empresas, licitação, era o bicho mesmo, essas coisas.

Raad: O mais importante para mim pastor é exatamente essa. Fui procurado por vocês. Na verdade, não fui nem procurado por vocês, fui procurado por um PM que me deu aquele papel, que é amigo de alguém do grupo e eu te liguei para saber o que realmente estava acontecendo. Foi ou não foi?

Pastor: Foi.

Raad: Eu nunca ia imaginar que essa competição ia partir de você.

Pastor: Mas eu quero que tu fique tranquilo, não pode é espalhar, do jeito que você está vendo aqui. Sou homem não preciso…

Raad: Não, não, não. Mas eu tenho que conversar com as pessoas que eu estou vendo que eu mesmo vou adiantando isso. Que eu tenho que confiar em vocês e vocês que confiar em mim. Não é verdade? Veja bem uma coisa. Que que a pessoa me perguntou, por exemplo, eu tenho um depoimento na terça-feira que vem. Não é isso?

Pastor: Aham.

Raad: E eu estou muito desgastado com esse negócio, cara. Eu sou inocente bicho, eu não gosto de ver meu nome envolvido nessa palhaçada.

Pastor: Mas porque eles estão fazendo?

Raad: Pois é você me falou.

Pastor: O que eu fiquei sabendo agora, saindo daqui eu fui lá embaixo, eu aproveitei e passei lá no trabalho agora. Aí ele falou bem assim: – Você viu ontem as matérias? Eu falei que vi. Ele falou assim que lá tem o sinal que eles não vão brincar não. Sacanagem né?

Raad: Covardia!

Pastor: eu nem almocei você acredita?

Raad: Eu também, juro por Deus que eu não comi nada. Olha aqui o que comi hoje de manhã naquela hora que a gente estava conversando. Pastor deixa eu te falar, por exemplo, ou é calça de veludo ou é bunda de fora. Vamos falar logo a verdade, é o seguinte: Se der uma diferença pequena a gente conversa, agora se tiver que fazer, a gente deve fazer antes de terça feira que vem. Por que o cara me expor todo de novo? Mentir tudo, armar tudo.

Pastor: Terça dia 20?

Raad: eles marcaram o depoimento agora eu não sei para que dia, vai levar o outro delegado, aquelas coisas que eu não sei te falar, armada.

Pastor: HUMHUM

Raad: Então por exemplo, quando você acha que poderia já deixar, me a senha e ele me dá essa confirmação e eu correr atrás de resolver isso.

Pastor: Eu vou lá nele agora.

Raad: Eu preciso de urgência porque é um seguinte, ou é ou não é.

Pastor: Eu só estou sem gás, porque esses dias eu não trabalhei.

Raad: Tem perigo não eu vou ver se eu arrumo aí pelo menos uns R$100,00.

Pastor: Aí eu ponho uma gasolina agora, eu te ajudo também.

Raad: Independente eu acho que… Você está entendendo? Porque eu digo o seguinte, porque o primeiro passo como é que você acha que realmente vai funcionar?

Pastor: É esse mesmo entendeu? Por que assim, o que que ele vai fazer: A partir do momento que você der o sinal que sim… Vai criar essa senha…O relatório vai mudar, tudo vai mudar. Provavelmente…

Raad: Eu não aceito, eu não quero relatório substabelecendo… não. É para arquivar.

Pastor: É para acabar.

Raad: Eu também não posso ficar com coisa igual os outros. Não. É para arquivar. Contar a verdade. Não quero que mintam. Eu só quero a verdade.

Pastor: É para limpar tua imagem mesmo, pô. Não é para te lascar não.

Raad: Eu só quero a verdade. Não quero que ninguém mente.

Pastor: É para sair ileso disso aí.

Raad: E como é que funciona? Como é que você tem que fazer?

Pastor: Então, aí eu vou levar isso agora para ele, essa situação, eu não estava sabendo disso aí. E é provável que hoje mesmo ou amanhã eu tenha a resposta.

Raad: Aí no caso você me passa a senha e você vai marcar o dia da pessoa…

Pastor: Não. Eu vou te passar a senha e ele vai te procurar lá e te dizer essa senha. Eu vou ver esse negócio aí do dia da audiência e vou ver se dá para cancelar.

Raad: Que aí já é um sinal que… empurrar para uma semana para frente. Por que é um seguinte: É o que eu falei, eu sou inocente, mas como você falou aí no caso do Arruda. Aí é que nem eu te falei, eu não vou fazer. Mas tem pessoas que se interessam por me ajudar. Continuo falando.

Pastor: Depois vê para nós a questão lá do jornal, da revista, entendeu?

Raad: Vejo!

Pastor: Eu tenho a impressão que vai ser bom para você a jornalista lá. Que eles têm acesso a tudo.

Raad: Porque esse negócio da senha, pode ser de até dois ou três dias, não precisa mais que isso não.

Pastor: Não, já está combinado, vou lá ver agora também.

Raad: Pois é, porque terça feira que vem é o meu depoimento. Eu só gostaria que se eu conseguir a pessoa que realmente vai me ajudar. Como eu falei, eu não vou me meter nisso, mas tem quem vai me ajudar. Quem está disposto a me ajudar.

Pastor: Oh! Eu vou falar o seguinte, como sinal de que a coisa andou, eu vou pedir para eles adiarem esse depoimento aí.

Raad: Isso eles podem publicar no Diário Oficial amanhã.

Pastor: Pois é.

Raad: E passa a senha. E marca o dia. E que para mim, quanto mais um dia para cá, já que é pra resolver, um dia pra cá, para mim é um ano.

Pastor: É verdade.

Raad: Então quer dizer, isso está na justiça, mas sei que eu jamais vou perder isso na justiça. Que eles podem fazer.

Pastor: E outra coisa sobre a justiça. Idalberto falou ele tem um amigo lá advogado aí, que conhece esses juízes tudinho, do teu caso.

Raad: Conhece mesmo?

Pastor: De casa, de jantar, de almoçar junto. Se tu precisar de ajuda dele pede jogar na gaveta.

Raad: Ótimo, muito bom! Já me ajuda.

Pastor: Eu estou te falando porquê… quando eu te falei com cara eu já pedi para ele vasculhar. Então ele já vasculhou tudo, já futricou tudo.

Raad: Pastor eu vou conversar com esse grupo.

Pastor: Esse advogado, já viu esse processo teu, já leu.

Raad: Sabe que na justiça…

Pastor: Já deu…

Raad: Eu vou procurar o grupo hoje. Eu só estava querendo combinar isso com você para mim falar tal dia eu tenho a resposta. Se a resposta for confirmada, nós temos tantos dias para vocês irem lá e se resolverem o negócio de pagamento.

Pastor: Porque tem uns esqueminhas assim ó. Normalmente, quando agora que eu fui lá, e ele disse que não querem cédula nova, número repetido.

Raad: Isso aí não tem problema nenhum, isso aí o que vocês falarem. A partir do momento que o grupo combinar com você, como eu te falei, eu não vou me meter, agora tudo isso aí vocês podem fazer. Ah, e outra coisa, eu não sou bobo não. Eu não vou mexer com bandido não. Os caras que faz isso aí são para mim… eu não tenho a intenção disso. Eu tenho a intenção é que se esse grupo quiser realmente me ajudar, porque a única coisa que eu te chamei aqui pastor, é o seguinte, se tiver que ser que seja ontem.

Raad: Você acha que pode resolver isso hoje até que horas?

Pastor: eu venho aqui.

Raad: Que horas?

Pastor: depois das 9.

Raad: Fechado.

 

ÁUDIO 2

Raad: Agora Pastor vou te falar um negócio, vou te falar por quê. É só buchicho de jornal também né? Eles não tem nada contra minha pessoa. Eu fico indignado com isso. Eu sou inocente. Todo mundo sabe quem é inocente, agora, política, eles querem me derrubar de qualquer forma. Não tem nada não. Deus é grande, Deus também não manda outros caminhos? Vou te falar, estou sem base, como dizem por aí.

Pastor: Eu estou tremendo. Eu também estive lá ontem, domingo, entendeu? Conversando muito com o … Porque não é da área dele, ele tem muito conhecimento. Mas o negócio dele é outra área. Ele conhece…

Raad: Mas é ligado a quem deles? Quem deu autonomia?

Pastor: Esse negócio lá… O Michel tem negócio com bicheiro. Ele ganha não sei quanto por mês com essa parada aí. Eles têm negócio a mais de trinta anos, quarenta anos que ele faz. Então o camarada bota firma. E eu estive lá eu não conhecia, é meu conhecido agora. Me levou lá falou: – Oh pastor vou te levar…

Raad: Praga de pastor quanto não mata aleija. Cansei de falar isso.

Pastor. E eu saí de lá estarrecido, estou até agora. Não, desses dias pra cá assim, o que que aconteceu. Depois que o menino foi procurado lá, ele quer saber quem que era a favor, quem que era contra. Ele foi procurar saber. O que que acontece. Você já está perdendo de três a um. O Agaciel pulou fora. Ele conversou… e Idalberto também conversou com o governador lavou as mãos com você. Se o governador lavou as mãos… então o Agaciel pulou fora de você, o Rôney disse que vai te pegar mesmo, vai cacetar lá.

Raad: É muita injustiça!

Pastor: E o que que aconteceu, então juntou Agaciel, Rôney e o Michel, entendeu?

Raad: Agaciel?

Pastor: Agaciel.

Raad: e quem mais?

Pastor: Rôney e Michel.

Raad: Rôney Nemer?

Pastor: Só tem a teu favor…

Raad: Olair.

Pastor: Olair.

Raad: É pode ser.

Pastor: Entendeu? E aí o que que eles falaram. Eles. Os três. O seguinte, segura aí[…]pra você não morrer. 2 e 700.

Raad: Como é que é?

Pastor: 2 e 700. Para dividir entre os três.

Raad: Isso aí eu não consigo fazer. Eu não consigo fazer nem os 1.300, quanto mais esse aí. Infelizmente. É igual eu falei, eu mesmo não vou fazer porque não é da minha índole. Desde o início eu te falei. E as pessoas que poderiam estar interessadas em conversar que eu te falei. De ontem eles já iam tentar negociar alguma coisa. Pelo que eu ouvi ele falar, olha, eu vou te escutar.

Pastor: Quando eu saí ali fora eu acho que não vai rolar isso aí não. Eu vou levar minha proposta e vocês se resolvam aí.

Raad: Mas isso aí, eles estão fazendo como? Dividindo para eles?

Pastor: Dividindo para eles.

Raad: Eles quem?

Pastor: O Michel, Roney e Agaciel.

Raad: Puta que pariu.

Pastor: por que que esses caras fazem isso? Isso é jeito de viver? Deixa eu te falar uma coisa. O Michel me falou desse jeito lá na hora, se ele quiser ele paga para ver. Ele falou assim, a gente fez isso para extorquir o Raad.

Raad: O que que ele falou?

Pastor: Para extorquir. Não é perseguição é extorsão mesmo. Para extorquir mesmo.

Raad: Cara então como é que eu faço? Eu não sou de fazer isso, se a Luana estivesse aqui eu já estaria falando.

Pastor: Eu estou tremendo, estou tremendo. Por que eu nunca vi essas coisas. Eu estava ali conversando com a esposa […]. Eu gosto muito dele porque o que ele tem ele conquistou trabalhando, entendeu? Eu soube, não foi nem você que me falou, eu soube depois por algumas pessoas que você arava terra lá, fazia, trabalhava no cabo da enxada. Eu vejo as fotos suas aí, então você conquistou trabalhando.

Raad: Mas esse pessoal eles têm esses contatos pastor, com certeza com o Rôney não deve ser, deve ser mais com os que já participaram com eles. O Rôney deve ter ido no embalo. Não será o Joe Vale não? Porque o Rôney não está nessa ética, nessa comissão.

Pastor: É o Joe, que ele é do inquérito ele. É o Joe, eu falei Rôney, mas é o Joe, eu troquei o nome é o Joe.

Raad: E o Patrício? Não é ele no lugar do Agaciel?

Pastor: Não é o Agaciel mesmo.

Raad: E o patrício?

Pastor: Não o Patrício não quer mexer com isso não. Porque o Patrício quer ferrar o Agnelo e quem puder pegar na reta ele ferra, por causa do Agnelo que tem um acordo com ele não.

Raad: Então ele vai me ferrar para sacanear o Agnelo?

Pastor: Para sacanear o Agnelo.

Raad: Eu não tenho nada com isso. Eu observei o delegado falando lá. O que que ele falou de errado? Ah porque ao invés de eu tocar […] E isso é problema meu? Quando eu mando uma emenda, você conhece, quando eu mando uma emenda, eu faço a emenda, ele não tem nada a ver com isso.

Pastor: Pois é Raad, eu estou muito, não é nem triste, é estarrecido mesmo.

Raad: Eu fico triste porque eu já não ia dá conta de pagar aquele valor, agora que eu não dou conta mesmo.

Pastor: e já está fechado o negócio lá. E ainda tem outra coisa, ele falou assim. E já manda avisar ele pastor que se a outra pessoa me procurar, acabou, não tem negócio.

Raad: Se outra pessoa sem ser você?

Pastor: Não sei porque ele falou isso não.

Raad: Aquele negócio da senha seria com o Michel?

Pastor: Com o Michel. Já até criou a senha já.

Raad: Não dou conta não. Infelizmente eu não tenho. Eu não tenho. Eu não faria. Ó, eu poderia até ter boa vontade, ajudar, aquela coisa toda, agora em momento nenhum eu vou; como é que eu vou tirar como você falou, fui tratorista, trabalhei para ganhar. Agora tinha um pessoal, amigos meus. Lembra que eu te falei: – Pastor eu não vou fazer, eu não faço porque eu não tenho coragem. Eu sou bobo, eu sou burro, eu sou idiota. Eu não sou burro não, eu estou é certo, porque Deus abençoou, sabe que a gente é de boa índole. Agora tem umas pessoas…

  1. AUD11
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  6. AUD17 (1)
  7. AUD17
  8. AUD18
  9. AUD176106 toque


Raad Massouh afirma que foi vítima de uma grande armação na Câmara Legislativa. O tempo passa e novos fatos sugerem uma outra visão sobre a cassação do mandato do distrital mais popular de Sobradinho. Há dúvidas sobre sua cassação.

O interessante é que Eliseu fez graves denúncias de extorsão envolvendo o nome do então deputado Dr Michel (atualmente Conselheiro do Tribunal de Contas do DF), e o delegado aposentado aparentemente nada fez contra o supostamente inocente pastor. Resta saber o que consta no IP 060/13… Quem falou o quê de quem!

Raad acredita que será absolvido e retornará ao cenário político local em 2018. Caso a justiça demore mais um pouco, ele lançará seu filho, o empresário Raad Júnior para concorrer a uma cadeira na CLDF. Ou seja: de um jeito ou de outro, Sobradinho terá um Raad novamente na Câmara Legislativa do DF.”É preciso que se faça justiça! Só eu e a minha família sabemos pelo deserto que passamos devido à atitudes de pessoas mesquinhas e invejosas”, afirmou Raad.

 

 

Fonte: Donny Silva

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